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Manual de Sobrevivência do Amor

Foto do escritor: Marcelo Hugo da Rocha
Marcelo Hugo da Rocha
há 1 dia
2 min de leitura

Se para se relacionar hoje você precisa saber o que é ghosting, breadcrumbing, orbiting, benching, situationship, love bombing e ainda descobrir se “vamos vendo” é uma proposta ou um aviso, alguma coisa aconteceu com o amor.

Foi pensando nisso que escrevi meu novo livro, Manual de Sobrevivência do Amor. O subtítulo já entrega boa parte da confusão: Do match ao ghosting: como se relacionar em tempos de excesso de escolhas, pouca clareza e vínculos cada vez mais confusos.

A ideia nasceu de uma mistura de consultório, pesquisas, conversas e da constatação de que conhecer alguém nunca foi tão fácil. Você pega o celular, abre um aplicativo e, em alguns minutos, encontra mais gente disponível do que seus avós provavelmente conheceram durante boa parte da juventude.

Fantástico! O pequeno detalhe é que escolher ficou um pouco mais complicado. Você dá match com alguém enquanto continua olhando quem vem depois. Começa uma conversa enquanto outras cinco permanecem abertas. Sai com uma pessoa interessante e, no caminho de casa, o aplicativo lembra gentilmente que existem mais 3.742 possibilidades num raio de alguns quilômetros.

Barry Schwartz chamou atenção para o paradoxo da escolha muito antes de imaginarmos que isso também caberia no bolso. Quanto mais opções aparecem, maior pode ser a dificuldade de decidir. No amor, ganhou até uma sigla: FOBO, Fear of a Better Option. O medo de escolher alguém e descobrir, cinco minutos depois, que poderia existir alguém melhor. Resultado? Tem gente querendo relacionamento sem querer fechar possibilidades. Gente que desaparece e reaparece meses depois. Gente que mantém outras pessoas numa espécie de banco de reservas afetivo.

No livro, chamo uma dessas situações de efeito prateleira. A pessoa some, vive a vida dela e depois volta com um “oi, sumido” como se você tivesse permanecido exatamente no lugar onde ela deixou. Às vezes ainda pergunta: “Tá brabo comigo?” Imagina.

Também escrevo sobre procrastinação afetiva, ansiedade de resposta, idealização, medo de ser rejeitado, necessidade de ser escolhido e essa dificuldade contemporânea de definir o que duas pessoas estão fazendo juntas. Porque hoje duas pessoas podem sair durante meses, dormir juntas, viajar, trocar mensagens todos os dias e ainda existir a pergunta: “Mas vocês estão juntos?”. “Então… estamos vendo.” Estamos vendo é praticamente o estado civil de uma geração.

O Manual de Sobrevivência do Amor surgiu para olhar para tudo isso com Psicologia, pesquisas, experiência clínica e, sempre que possível, algum senso de humor. Porque os relacionamentos atuais já têm confusão suficiente. Não precisava escrever um livro sisudo sobre eles.

No final, continuo interessado numa pergunta bastante antiga: ainda vale a pena se relacionar? Vale. Só ficou um pouco mais trabalhoso entender as regras. E foi por isso que escrevi um manual.

Manual de Sobrevivência do Amor está disponível exclusivamente em formato digital na Amazon. Clique aqui e saiba mais.


 
 
 

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