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  • Foto do escritorMarcelo Hugo da Rocha

Quem é solidário é mais feliz

Estamos no meio da maior tragédia ambiental da história do Rio Grande do Sul, estado onde nasci e vivo na capital gaúcha. Mesmo sendo testemunha ocular, não consigo dimensionar a gravidade deste desastre. Talvez a palavra mais próxima que me recorre para significar este evento seja "guerra". É o que temos: estradas bloqueadas, água potável escassa, grande parte sem luz nem internet, desabastecimento, deslocamento humano, desabrigados, mortos, feridos, desaparecidos...


Este é o contexto que fez criar uma das maiores ajudas humanitárias jamais vista dentro do nosso país. Um movimento de doações e voluntariado que os nossos livros de história irão replicar por décadas. O povo brasileiro pode ter suas dificuldades, mas jamais poderão dizer que somos insensíveis com a dor alheia. Esta é a pauta deste texto: a solidariedade.


Enquanto grande parte das pessoas acredita que a felicidade plena está na riqueza material e nos sonhos realizados, os cientistas apontam para outro lado, na simplicidade quase orgânica na "paz de espirito". Ou seja, a felicidade não é mensurada em posses exteriores, mas no quanto o seu propósito se faz valer. É assim que relatam aquelas pessoas que se identificam como altruístas, que se dedicam a ajudar estranhos, seja com dinheiro, seja com ações.


Há muitos estudos que apontam que o altruísmo, ou seja, ações em apoio do próximo, é o que mais traz benefícios para o bem estar emocional. É possível que você já tenha lido a seguinte frase: "Fazer o bem faz bem". Ela está cientificamente comprovada. Quanto mais ajudamos aos outros, mais sentimos emoções complexas e duradouras: compaixão, alta autoestima, dignidade, propósito, empatia e solidariedade.


Os principais nomes da ciência da felicidade e afetiva, Martin Seligman e António Damasio, por exemplo, relatam que a solidariedade é uma emoção que garantiu a sobrevivência da nossa espécie até aqui, ou seja, acompanhou a evolução humana. Ela é do tipo contagiante, por isso que quando alguém divulga atos de solidariedade, uma corrente se estabelece para mantê-la e usufruída por todos. É do tipo mão-dupla, em outras palavras, não só quem é ajudado tem o "coração aquecido", mas também quem ajuda fica feliz pela utilidade da sua condição humana.


O próprio conceito de humanidade, "sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos", está atrelado à nossa espécie. Não deveria ser apenas os nossos erros para nos lembrar que somos humanos. O que realmente nos torna humanos é praticar a humanidade através da solidariedade.


Assim, quem é solidário é mais feliz.











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